domingo, 14 de maio de 2017

SineBahia divulga das vagas de emprego desta segunda (15) para Salvador e interior

O SineBahia divulgou as vagas de emprego para a seguna-feira (14) em Salvador e cidades do interior do estado. Além da capital baiana, há oportunidades em Santo Antônio de Jesus, Candeias, Jequié e Itabuna.
Os interessados devem ir aos postos do órgão, com carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e certificado de escolaridade. As oportunidades divulgadas são apenas algumas das que estão disponíveis. Para consultar a lista completa, é preciso comparecer à uma unidade do SineBahia. Confira as vagas:

Vagas exclusivas para as unidades de Salvador

CHURRASQUEIRO
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

VISTORIADOR DE ALARMES
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
02 vagas 

INSTALADOR DE PAINÉIS
Ensino médio completo
Experiência mínima de 03 meses na carteira
01 vaga 

AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
Ter trabalhado em consultório odontológico e curso técnico em saúde bucal concluído
01 vaga 

PROFESSOR DE ENSINO PRÉ-ESCOLAR
Ensino Superior incompleto
Cursando a partir do 3º semestre de pedagogia
04 vagas 

BIOMÉDICO
Ensino Superior completo em biomedicina
Saber botox e preenchimento fácil
01 vaga

Vagas exclusivas para as unidades de Santo Antônio de Jesus

ELETROMECÂNICO
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
Tem que possuir o curso
01 vaga 

LIDER SESSÃO
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

MOTORISTA DE AUTOMOVEIS
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
Possuir CNH AB
Possuir o curso de condução de passageiros
01 vaga
ELETRICISTA INDUSTRIAL
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
Experiencia em industria
01 vaga 

REPOSITOR
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

VENDEDOR INTERNO
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
02 vagas

TRABALHADOR RURAL
Ensino fundamental incompleto
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga
EMPREGADA DOMESTICA
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
02 vagas
SERRALHEIRO
Ensino médio incompleto
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

PADEIRO
Ensino fundamental completo
Com experiência na função ou em carteira
02 vagas 

AUXILIAR DE PADEIRO
Ensino fundamental completo
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

PIZZAIOLO
Ensino fundamental completo
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

TECNICO DE EDIFICAÇÕES
Ensino médio completo
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

MECÂNICO DE MÁQUINAS
Ensino médio completo
Com experiência na função ou em carteira em máquinas industriais
01 vaga 

SUPERVISOR DE PRODUÇÃO
Ensino médio completo
Com experiência em carteira com corte, costura e montagem
01 vaga 

ASSISTENTE DE PESSOAL/ RH
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

ASSISTENTE DE PESSOAL/ RH
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Estagiário
01 vaga 

ASSISTENTE DE CONTÁBIL/ FISCAL
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

ASSISTENTE DE CONTÁBIL/ FISCAL
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Estagiário
01 vaga 

ASSISTENTE TRIBUTÁRIO
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Com experiência na função ou em carteira
01 vaga 

ASSISTENTE TRIBUTÁRIO
Ensino superior completo ou em andamento na área de Ciências Contábeis
Estagiário
01 vaga 

COSTUREIRA
Ensino fundamental completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
02 vagas 

CARTAZISTA
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

COMPRADOR
Ensino superior completo em administração ou logística
Com experiência em gestão de equipes
Conhecimento avançado em Excel
01 vaga

Vagas exclusivas para as unidades de Candeias

OFICIAL DE SERVIÇOS GERAIS
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses em Carteira
01 vaga

Vagas exclusivas para as unidades de Jequié

ASSISTENTE DE VENDAS
Curso superior completo em Administração
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

AUXILIAR DE CONTABILIDADE
Cursando contabilidade a partir do 1º semestre
Experiência mínima de 06 meses na função
01 vaga 

AUXILIAR DE COZINHA
Ensino fundamental completo
Experiência mínima de 06 meses na função
01 vaga 

GARÇOM
Ensino fundamental completo
Experiência mínima de 06 meses na função
01 vaga 

PROJETISTA DE MÓVEIS PLANEJADOS
Ensino médio completo
Experiência mínima de 06 meses na função
01 vaga 

TÉCNICO EM TELECOMUNICAÇÕES
Curso técnico em telecomunicações, eletrônica ou eletrotécnica
Não requer experiência
Habilitação B
Disponibilidade para viagem
01 vaga 

PROGRAMADOR DE SISTEMAS INTEGRADOS
Ensino médio incompleto
Experiência com lógica de programação/SQL
01 vaga 

VENDEDOR PRACISTA
Ensino médio completo/CNH B
Experiência mínima de 06 meses na função
Disponibilidade para viagem
01 vaga

Vagas exclusivas para as unidades de Itabuna

AUXILIAR DE LIMPEZA(Exclusiva para PCD)
Ensino Fundamental Completo
Não exige experiência
01 vaga 

ENCARREGADO DE ALMOXARIFADO
Ensino Médio Completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

ENFERMEIRO(ESTÁGIO)
Estudantes a partir do 6° semestre
03 vagas 

SOLDADOR
Ensino Fundamental Completo
Experiência mínima de 06 meses na carteira
02 vagas 

SALVA-VIDAS
Ensino Médio Completo
Curso de Salva-vidas
Experiência mínima de 06 meses na função
01 vaga 

TÉCNICO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Ensino Superior Completo em Engenharias ou Técnico em Segurança do Trabalho
Experiência mínima de 06 meses na área
Curso de Empilhadeira e Guindalto
Habilitação B
01 vaga 

TÉCNICO ELETRÔNICO DE CELULAR
Ensino Médio Completo
Experiência mínima de 06 meses na área
01 vaga 

TÉCNICO DE ENFERMAGEM DO TRABALHO
Curso completo de técnico de enfermagem do trabalho
01 vaga 

TÉCNICO DE ENFERMAGEM (ESTÁGIO)
Estudantes a partir do 2° semestre
03 vagas 

VENDEDOR PRACISTA
Ensino Médio Completo
Possuir moto própria e habilitação A
Experiência mínima de 06 meses na carteira
01 vaga 

VENDEDOR PRACISTA
Ensino Médio Completo
Experiência mínima de 06 meses com vendas
01 vaga 

VENDEDOR INTERNO
Ensino Médio Completo
Experiência mínima de 06 meses na área
02 vagas

Jovem de 18 anos foi morto com 12 tiros em Itabuna

Marcoerson Mendes Linos, 18 anos, mais conhecido como Marcola, foi assassinado com cerca de 12 tiros, no local conhecido como Gogó da Ema, no bairro Sarinha, por volta das 05:30 deste domingo (14). Morador da rua J, bairro Jaçanã, Marcoerson foi executado com tiros no pescoço, abdômen e pernas. 
Ele ainda foi socorrido em um carro particular com sinais vitais, mas morreu ao dar entrada no Hospital de Base de Itabuna. De acordo com informações, Marcola tinha envolvimento com o mundo do crime. A polícia investiga. Foi o 2º homicídio no mês de maio e o 56º de 2017 em Itabuna.

Palácio do Planalto emprega babá de Michelzinho.

O Palácio do Planalto emprega uma babá de Michelzinho, Leandra Brito, como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia), órgão responsável por municiar o presidente da República com dados para a tomada de decisão, informa a coluna de Lauro Jardim neste domingo 14; "Leandra diz não ser babá do menino, mas não sabe precisar o que faz no palácio", diz a nota; no Tijolaço, o jornalista Fernando Brito comenta ser "lamentável que o caso atinja uma pessoa simples", mas que "a moça é um nada perto do papel que o Governo faz como babá dos banqueiros e dos rentistas, marmanjos mimados de quem faz todas as vontades"

Juiz não pode julgar pensando em consequência política, diz Moro.

Juiz não pode julgar pensando em consequência política, diz Moro

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância, disse neste sábado (13), em um evento em Londres organizado por brasileiros que estudam em universidades britânicas, que juízes não podem julgar pensando na consequência política que a decisão irá gerar.

Em apresentação no Brazil Forum UK, o magistrado foi questionado sobre a exposição de juízes na mídia e respondeu: "não creio que isso gera um grande problema, desde que não invadam política partidária".

Em seguida, Moro falou sobre casos envolvendo corrupção de agentes políticos. "Um julgamento, seja absolvitório ou seja condenatório, ele sempre tem reflexos políticos, mas esses reflexos políticos ocorrem fora da corte de justiça", disse.

"Quando se condena, por exemplo, um ex-político de envergadura, alguém que teve um papel às vezes até respeitável dentro da conjuntura política do país, isso vai gerar reflexos dentro da vida partidária. [...] O juiz não pode julgar pensando nisso, o juiz tem que cumprir seu dever e julgar segundo as leis e as provas", afirmou.

"Se o juiz for julgar pensando na consequência política, ele não está fazendo seu papel de juiz", enfatizou Moro. "Muitas vezes tem essa confusão de que julgamentos são políticos, quando na verdade não são", completou o juiz, sob vaias e aplausos da plateia.

Prisões preventivas

Na apresentação, Sérgio Moro afirmou que as prisões preventivas aplicadas por ele na operação Lava Jato visaram deter uma "corrupção sistêmica e serial". As decisões, segundo ele, também obedeceram a uma aplicação "ortodoxa" da lei.


 
Moro participou de um debate com o título de "Reequilibrando os poderes: o papel do Judiciário na democracia brasileira”. O juiz falou por cerca de 15 minutos. Quando foi chamado pela organização para discursar, ouviu aplausos e algumas vaias. Ao final da sua fala, os aplausos prevaleceram.

Ele disse reconhecer que pode haver divergência sobre o entendimento a respeito das prisões preventivas. No entanto, segundo Moro, todas as aplicadas na Lava Jato foram baseadas na lei.

"Esse tema da prisão preventiva tem sido polêmico. O que tenho falado nas minhas decisões é que não defendo nada diferente da aplicação ortodoxa da lei penal", afirmou o juiz.

"O que foi evidenciado por esses casos é que aquilo chamado corrupção sistêmica. Uma corrupção como uma prática habitual, profissional, serial, profunda e permanente, que chegou a contaminar as insituições", completou.

Ex-ministro de Dilma

O ex-ministro da Justiça e Advogado-Geral da União no governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, também participou do debate em Londres. Ele manifestou preocupação com o que chamou de um "fortalecimento do Judiciário" em comparação com os poderes Executivo e Legislativo.

Para Cardozo, esse fenômeno ocorre no Brasil e no mundo, e tem levado juízes a tomar decisões além da lei.

"Hoje nós temos um problema no mundo. Quem limita o arbítrio do Judiciário? Quem controla o controlador? Essa é uma questão mundial. Absolutamente mundial. Há autores que falam de ditadura de juízes", afirmou Cardozo.

O ex-ministro petista foi aplaudido tanto no início quanto no fim de sua fala. Ele ressaltou que o juiz pode não ser neutro, já que tem preferências pessoais, mas precisa ser imparcial.

"Eu vejo hoje no Brasil e no mundo decisões judicias que vão além do que a lei permite. O juiz não é neutro, é humano. Um juiz jamais será neutro. Ele não pode é ser parcial. Eu falo isso por convicção, não é de agora", disse.

Família é resgatada de trabalho semelhante à escravidão no ES.



Uma família de nove pessoas foi resgatada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Polícia Federal em uma situação de trabalho semelhante à escravidão em uma plantação de tomate, em Brejetuba, no Espírito Santo.

Os membros da família trabalhavam sem receber salário, a troco de um pouco de comida, dormindo no chão de concreto frio de uma casa insalubre.

A jornada de serviço começava antes de o sol nascer e adentrava a noite. Toda atividade também era vigiada por capangas, que descarregavam palavras de ameaças e humilhações.

Com a segurança em risco, a família está escoltada pelas autoridades num hotel em Venda Nova do Imigrante, esperando pelo pagamento de seus direitos trabalhistas.

Trazidos de Ilhéus, na Bahia, essas pessoas estavam seis meses sem salário e tinham várias dívidas com o patrão.

“Lá, a gente era tratado igual cachorro. O dinheiro ficava todo na vendinha da propriedade. Eles prometeram R$ 40 mil e disseram que a gente ia ganhar dinheiro. Chegando lá, a gente passou a trabalhar de domingo a domingo, igual escravo, só para receber comida”, desabafa Gilmar Oliveira Borges, de 34 anos.

Os auditores fiscais classificaram o caso como típico trabalho análogo à escravidão. Somente em 2016, outras 20 pessoas foram libertadas, no mesmo município e setor agrícola, em atividade classificada como degradante e desumana.

Por mais que pareça algo típico do passado, essa relação é prática recorrente no Espírito Santo profundo, dos grotões, das fazendas, algumas trancadas com cadeados.

Com base das ações fiscais realizadas nos últimos dois anos, o MTE estima que mil trabalhadores atuam - ou atuaram em período recente - em regime análogo à escravidão no campo capixaba. Pelo menos 80% dos casos são constatados nas culturas do tomate e do café.

Na produção de tomate, centenas de trabalhadores são atraídos, com falsas promessas de emprego e de ganhos por produtividade, de estados vizinhos, como Minas Gerais e Bahia.

No café, o número ultrapassa cinco mil pessoas. Ao chegar no local de trabalho, são forçados a assinar um contrato de parceria, que, na maioria das vezes, segundo o MTE, é utilizado de forma fraudulenta para evitar a contratação por meio da Carteira de Trabalho.

Os trabalhadores geralmente são aliciados por um intermediário, chamado de gato. Os problemas começam antes desses profissionais chegarem às propriedades, mas se agravam ao encontrar instalações precárias.

O gato chega a cobrar o custo com transporte, os gastos com uniformes e ainda retém a maior parte dos ganhos dos trabalhadores.

No campo de trabalho não há banheiro (as necessidades fisiológicas são feitas no meio do mato). Não existe refeitório ou qualquer tipo de assistência. As vítimas são alojadas em casas sem estrutura ou barracões improvisados e precisam bancar a própria comida, que geralmente é comprada na venda do próprio dono da propriedade.

Até equipamentos de proteção individual e itens de higiene básica são cobrados dos trabalhadores, que veem sua dívida crescerem dia após dia, até virar um valor impagável.

No caso da família que atuava em Brejetuba, um caderno apreendido pelos fiscais identifica uma dívida de R$ 5,2 mil, somente no mercadinho da fazenda. Itens como arroz, farinha e papel higiênico são vendidos a preços acima do comércio, mas são a única opção de compra dos trabalhadores, já que eles ficam impedidos de acessar regiões comerciais próximas.

O auditor fiscal do trabalho, Rodrigo de Carvalho, afirma que esse caderno comprova trabalho escravo de servidão por dívida.

“Tudo eles descontam na vendinha. Não recebiam valor nenhum. A dívida ia cada vez crescendo mais, e eles não tinham como sair de lá. Eles ficavam presos nessa propriedade em função desse débito que contraíram com o empregador”.

Além disso, eles pagavam R$ 130 de aluguel por mês em uma residência precária e insalubre, onde vários deles tinham que dormir no chão. “Também tinham as fortes ameaças que eles sofriam no local”, completa Rodrigo.


A denúncia

Foi olhando uma propaganda do Disque 100, na televisão, sobre violações de direitos humanos, que Marcos Oliveira, de 27 anos, resolveu denunciar a situação em que a família vivia. Arrumou um telefone emprestado, e pediu socorro. A denúncia foi encaminhada ao MPT no Espírito Santo, que repassou o caso ao Ministério do Trabalho. 

A primeira visita dos fiscais foi há duas semanas. Ao chegar à propriedade rural, foram ameaçados por alguns dos seus funcionários e precisaram recuar para buscar reforço. 

“Quando chegamos ao local, começamos a ouvir uns gritos do meio do mato: ‘sai daqui, sai daqui’. A gente estava desguarnecido, sem proteção policial. Montamos uma equipe e voltamos na terça-feira (dia 9) com a Polícia Federal para resgatar toda a família”, conta Rodrigo. 

A família, mesmo sem saber do que se tratava, viu na chegada dos fiscais a esperança de ganhar a liberdade. No entanto, a desconfiança do patrão em relação aos funcionários foi imediata e as ameaças aumentaram. 

“O patrão falou que se soubesse que era eu que denunciei, os outros trabalhadores iam resolver comigo. No mesmo dia, o pessoal todo queria me pegar pra me linchar na roça. Fiquei escondido com um medo danado. Ficou todo mundo contra a gente, e vieram lá em casa tentando me pegar”, conta Marcos. 

Flagrar as condições precárias e libertar os trabalhadores só foi possível após os auditores fiscais do Ministério do Trabalho conseguirem ajuda da Polícia Federal. “Mesmo com o reforço, chegaram mais de 20 homens, cercaram a gente”, complementa Rodrigo.

Outro lado

Por telefone, o advogado do dono da fazenda, Vanderlei Cesconetti, negou que o fazendeiro tenha cometido qualquer crime. Justificou que a terra foi arrendada pelo seu cliente, que, por sua vez, fez parcerias agrícolas com outras famílias. 

No entanto, para o Ministério do Trabalho, esse modelo de contratação tem a finalidade de burlar a lei. “Em fiscalizações anteriores, esses auditores agiram com inverdade. Vamos processá-los. A mercearia é de um terceiro, de um comerciante local. Não teve ‘gato’, nem venda em mercearia do Vanderlei. São de 23 a 27 famílias no local. Desse total, apenas três estão alegando trabalho escravo. Todas as outras não alegam isso. Também não teve essa promessa de R$ 40 mil”.

Família vive há 20 anos na mão de aliciadores

Itabuna (BA), Uberlândia (MG), Sooretama (ES) e Vila Valério (ES). Esses são apenas alguns dos municípios por onde a família Oliveira passou, antes de chegar a Brejetuba. De fazenda em fazenda, as relações de trabalho degradantes ou análoga à escravidão se repetiam. 

O filho mais novo, o Márcio, nunca soube o que é ter uma casa ou morar fora de uma relação de exploração. “Nasci dentro de uma fazenda e sempre vi meus pais indo de um lado para o outro, nas mãos de gatos, explorados”. 

Desde quando saíram de Ilhéus, há duas décadas, a família já passou por pelo menos 23 municípios. Nas últimas quatro fazendas, o MTE identificou que o serviço era claramente análogo à escravidão. 

Na propriedade de Vanderlei, onde aconteceu a libertação, os fiscais encontraram, logo de cara, as primeiras evidências de servidão por dívida. 

“Apreendemos um bloco de anotações na venda. Nesse caderno é onde está as dívidas deles. Não tem compra de carne, nem bebida. De vez em quando tinha um frango. É só comida simples”, lembra Rodrigo, que completa: “O dinheiro não entrava para eles, era para pagar o gato”. 

A fazenda onde estavam os trabalhadores fica na localidade de Alto Silveira, a quase 30 quilômetros de Brejetuba. Os trabalhadores ficaram os seis meses sem poder sair da propriedade. 

“Eles não deixavam a gente ir embora. Nós só fomos uma vez (na cidade) para levar meu pai no hospital, mas tivemos que implorar. Falavam que a gente ia fugir e não pagar o que devia a eles”, afirma Marcos.

sábado, 13 de maio de 2017

Ex-ministro Antonio Palocci decide negociar delação premiada com a Lava Jato


O ex-ministro da Fazenda decidiu negociar acordo de
colaboração com a Justiça Arquivo/Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci decidiu negociar um acordo de delação premiada com a Justiça. A informação foi confirmada pelo advogado José Roberto Batocchio. Em nota, ele diz que está deixando a defesa de Palocci, que foi seu cliente por mais de 10 anos, nos dois processos referentes à Operação Lava Jato que correm na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações.

Em diversas manifestações públicas, Batocchio declarou-se contrário, “por princípio”, às delações premiadas, sobretudo de pessoas que estão presas. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro do ano passado.

Na nota, Batocchio diz que seu afastamento deu-se “em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais”.

O advogado atuou na defesa de Palocci em diversos casos, incluindo o que levou à renúncia de Palocci do cargo de ministro da Fazenda, sob a acusação de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. O ex-ministro terminou absolvido no processo.

A decisão de Palocci de iniciar tratativas para um acordo de delação premiada ocorre após a divulgação, ontem (11), do conteúdo dos depoimentos do casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, que afirmaram que o então ministro era o responsável pelo pagamento de recursos não declarados durante as campanhas do PT à Presidência.

Em mensagem recente ao Supremo Tribunal Federal (STF), no habeas corpus em que Palocci pede para ser solto, o juiz Sérgio Moro ressaltou haver indícios de que o ex-ministro movimentou cerca de R$ 150 milhões em um conta do PT junto ao chamado departamento de propina da empreiteira Odebrecht. O pedido de liberdade deve ser julgado pelo plenário da Corte.

Em depoimento perante Moro em abril, Palocci negou ter atuado como intermediário de caixa 2 para o PT e se disse disposto a colaborar com a Lava Jato, indicando que poderia negociar uma delação. “Acredito que posso dar um caminho que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, disse na ocasião.

Valença: Fazendeiro é encontrado morto dentro de roça de cacau no Baixão do Orobó.







Na tarde desta quinta-feira (11), foi encontrado morto no interior de uma roça de cacau localizada na Região do Baixão do Orobó, zona rural do município de Valença, situado na Região Baixo Sul da Bahia. Segundo informações, o corpo do fazendeiro, identificado por "Salvador Rodrigo Costa Neto", 73 anos de idade, natural de Salvador. A Polícia Civil fará investigações para apurar as causas da morte.
 
Reportagem Amarelinho10

sábado, 1 de abril de 2017

Deslizamento de terras faz pelo menos 154 mortos na Colômbia.

Pelo menos 154 pessoas morreram e 120 ficaram feridas em resultado de um deslizamento de terras na cidade Mocoa, no sudoeste da Colômbia. A actualização do número de vítimas foi feita pelo Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos.

“A situação é muito crítica” na província de Putumayo, disse o responsável pela Protecção Civil, Carlos Ivan Marquez.

O número de pessoas desaparecidas ainda não é conhecido pelas autoridades, que esperam um aumento do número de vítimas.

Vários rios saltaram das margens devido à chuva forte que caiu durante a noite. As cheias destruíram casas e cortaram estradas. Duas pontes foram destruídas.

O presidente da Câmara de Mocoa, José António Castro, diz que foi emitido um alerta à população, o que poderá ter atenuado a dimensão da tragédia.

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, Santos disse que as suas orações estavam com as vítimas e ordenou ajuda de emergência.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Vereador investigado por fraude na Bahia tem prisão preventiva decretada

Político já cumpria prisão temporária desde 21 de março, em Ilhéus. Investigação apura fraude em procedimentos licitatórios do município.

A Justiça decretou, na quinta-feira (30), a prisão preventiva de três das cinco pessoas presas na operação Citrus realizada no dia 21 deste mês em Ilhéus, no sul da Bahia. Entre elas, a do vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Social Jamil Ocké. O pedido da prisão foi feita pelo pedido do Ministério Público que investiga fraudes em licitações de compra de materiais de escritório e alimentos para a prefeitura de Ilhéus entre 2009 e 2016. Jamil Chagouri Ocké, foi o vereador mais votado de Ilhéus.

 Outro ex-secretário da mesma pasta, Kácio Clay Silva Brandão, também teve prisão preventiva decretada, assim como o empresário, Enoch Andrade. Eles permanecem no Presídio Ariston Cardoso, no município.

O prazo da prisão temporária dos investigados venceu na quinta-feira. Um homem que era considerado "laranja" das empresas foi liberado do presídio. Assim como ele, a mulher de Enoch Andrade, também será solta ainda nesta sexta.

O MP informou que não solicitou a prisão preventiva deles porque não foram encontradas provas contundentes para mantê-los presos, mas alertou que eles seguem como réus no processo. No dia 24 de março, o quinto homem preso, também foi solto, pois o MP entendeu que, das provas recolhidas e analisadas até o momento, e que o vinculavam ao crime, não eram suficientes para a acusação.

O advogado de Jamil Ocké, Robson Cavalcanti, disse que o vereador nega as acusações. Um pedido de habeas corpus foi feito à Justiça na fase da prisão temporária, mas foi negado.

O presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lucas Paiva, informou que na terça-feira (4), o suplente de Jamil vai assumir o cargo. "Vamos enviar a convocação de Luís Carlos para ser publicada no Diário Oficial e ele toma posse na terça-feira. Com relação a Jamil, ele precisa nos enviar o pedido de afastamento do cargo, pois se ficar preso por cerca de três meses, pode ser cassado por faltar às sessões. Além disso, a Comissão de Ética da Câmara de Vereadores [de Ihéus] também vai analisar a situação de Jamil diante da Casa", explicou.

Conforme Robson Cavalcanti, advogado de Jamil, ainda não foi definido o encaminhamento do pedido de afastamento. "Vamos fazer uma reunião, entre esta sexta-feira e segunda, com a assessoria do partido para ver qual medida será adotada, se será feito o pedido de afastamento. Também vamos analisar se haverá outro pedido de habeas corpus", contou.

Operação Citrus
O objetivo da operação foi desarticular um grupo criminoso que praticava fraudes e superfaturamentos em procedimentos licitatórios realizados pela prefeitura do município. Por meio de nota, a prefeitura de Ilhéus informou que a operação não tem relação com a atual administração. De acordo com a gestão do município, os mandados de busca e apreensão são referentes ao período de gestões anteriores, entre 2009 e 2016.

A Câmara dos Vereadores também emitiu uma nota e informou que colobarou com a operação prestando todas as informações necessárias.

De acordo com o MP-BA, a investigação começou em 2015, mas o grupo já atuava desde 2009. A suspeita é de que as empresas envolvidas tenham lucrado mais de R$ 20 milhões com as fraudes em licitações.

Após ter casa invadida, pai de bebê baleado no sul da BA quer se mudar

Pai de bebê baleado segurou a camisa ensaguentada que criança usava quando foi
 atingida  (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)


Caso ocorreu no município de Itabuna; um suspeito está preso. Homem relatou que criança está assustada; 'Só quer ficar no colo'. 

"Depois do susto que a gente passou, não tenho como ficar aqui". É o que relata o músico Gabriel Alves de Júnior, de 27 anos, pai do bebê de um ano e um mês que foi baleado no bairro Novo São Caetano, em Itabuna, no sul da Bahia, na quinta-feira (30). No dia, o avô da criança, de 52 anos, também foi atingido, mas passa bem. Conforme o músico, o bebê teme stado de saúde estável, mas continua internado. Após a criança receber alta, Júnior pretende se mudar para Goiânia (GO), local onde já morou. Na manhã desta sexta-feira (31), um dos suspeitos do ataque foi preso.


Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, onde bebê
está internado (Foto: Imagem/TV Santa Cruz)
De acordo com Júnior, a criança foi atingida no braço e parte das nádegas. O bebê passou por cirurgia no Hospital Manoel Novaes, no município, mas o pai relata que o problema que a família enfrenta é o medo. "Ele está assustado demais, não pode ouvir nenhum barulho que se assusta e só quer ficar no colo", revelou.

Diante da situação, o caminho para Júnior é a mudança. "Não tenho como ficar aqui e deixar minha família correr esse risco novamente [de serem baleados]. Sou daqui de Itabuna, mas vou mandar minha esposa e meu filho para Goiás e depois pretendo ir também", contou.

O caso
O filho de Júnior e o avô da criança, Antônio Carlos Pereira, foram baleados quando um criminoso armado apareceu a pé no bairro Novo São Caetano e começou a atirar contra um homem de 34 anos e um adolescente de 14 anos, que estavam perto da marcenaria de Antônio Carlos.

Conforme a polícia, os alvos correram e entraram na casa de Júnior que fica nos fundos da marcenaria. Na residência, estavam, dentro da cozinha, a esposa dele, ele e o bebê de um ano. "Meu fillho estava brincando quando eu vi os homens correndo eu agarrei minha esposa, meu filho e joguei eles no chão, mas até então eu só tinha visto que meu filho estava ferido no braço", revelou.


Avô de criança foi atingido por tiro no braço.
(Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
Antônio Carlos Pereira foi atingindo no braço e de raspão no peito. Ele já recebeu alta e passa bem.

A polícia investiga se o caso tem relação com briga de facções criminosas e fez uma operação na manhã desta sexta-feira, que resultou na prisão de um homem conhecido como "Galego". O homem foi encontrado com uma arma de fogo e drogas. Ele nega que tenha feito os disparos. A polícia não deu mais detalhes sobre a operação, nem sobre outros suspeitos. Também não há informações sobre o estado de saúde do adulto e do adolescente que eram alvos dos criminosos.



Casa da família de Júnior, em Itabuna, que foi invadida por criminosos 
(Foto: Imagem/TV Santa Cruz)