Uma mulher foi baleada em uma tentativa de assalto no início da tarde deste sábado (16) no bairro São Caetano, em Itabuna. Trata-se de Vanice de Brito Correia, de 35 anos, moradora do mesmo bairro.
Segundo informações, a mulher foi abordada por um homem que tentou roubar a sua bolsa. Ela reagiu e acabou sendo baleada.
A vítima foi atingida com um tiro no pescoço e socorrida para o Hospital de Base. Não há informações sobre o seu estado de saúde.
sábado, 16 de setembro de 2017
Russos roubaram perfil de brasileiro
Site ‘fake’ foi criado para divulgar materiais contra Hillary Clinton
São Paulo. Em meio à campanha eleitoral americana de 2016, uma foto de Melvin Redick, de Harrisburg, Pensilvânia, surgiu no Facebook com um link para um novo site. “Esses caras mostram a verdade sobre Hillary Clinton, George Soros e outros líderes americanos”, escreveu ele no dia 8 de junho daquele ano.
Na verdade, a imagem atribuída a Redick era do brasileiro Charles David Costacurta, 36, de Jundiaí, São Paulo, que teve fotos pessoais roubadas por hackers russos, que criaram um perfil falso para divulgação de materiais contra a então candidata democrata Hillary Clinton. A publicação estava entre os primeiros sinais de uma intervenção estrangeira sem precedentes da Rússia na democracia americana, que está sob investigação nos EUA.
Várias das mensagens da página falavam sobre os e-mails da ex-secretária de Estado e então candidata à Presidência que haviam sido obtidos e vazados por hackers russos, além de visões políticas compartilhadas pelo Kremlin.
Os supostos donos do site faziam parte de uma espécie de “ciberexército” de contas falsas de Facebook e Twitter, um grupo de impostores liderados por russos cujas operações ainda estão sendo investigadas.
Apesar disso, nenhum Melvin Redick foi encontrado na base de dados da Pensilvânia. Quando os repórteres do “New York Times” questionaram o Facebook sobre o usuário e outras contas suspeitas de pertencerem a impostores, a empresa realizou seus procedimentos padrões e pediu aos donos dos perfis que usassem a boa-fé. Todas as contas suspeitas acabaram sendo removidas da rede social.
Os jornalistas suspeitavam que Redick era brasileiro, pois uma das fotos publicadas mostrava ele sentado em um bar localizado no Brasil. Em outra, aparecia um quarto com o padrão de tomada do país.
Toda a história foi publicada no “New York Times” em 7 de setembro. No dia seguinte, o site brasileiro G1 publicou uma matéria na qual pediam a ajuda dos leitores para tentar identificar o personagem em questão.
Segundo o jornal americano, um dos internautas viu as fotos e reconheceu seu genro, Charles David Costacurta, 36, oriundo de Jundiaí, São Paulo.
Ele disse ao G1 que as fotos foram tiradas em 2014 e relatou que ficou muito confuso com a situação, já que ajustou as configurações de privacidade do Facebook para limitar o acesso ao seu perfil.
“Eu fiquei assustado e avisei minha namorada para dar uma olhada, porque não entendo muito de redes sociais e internet. Eu fui vítima. Só tenho rede social pela minha filha, familiares e amigos”, disse Charles ao G1. Charles conta ainda ao portal que as fotos são todas de 2014 e que não pretende processar. Ele não faz ideia de como chegaram até ele entre os 2 bilhões de usuários.
São Paulo. Em meio à campanha eleitoral americana de 2016, uma foto de Melvin Redick, de Harrisburg, Pensilvânia, surgiu no Facebook com um link para um novo site. “Esses caras mostram a verdade sobre Hillary Clinton, George Soros e outros líderes americanos”, escreveu ele no dia 8 de junho daquele ano.
Na verdade, a imagem atribuída a Redick era do brasileiro Charles David Costacurta, 36, de Jundiaí, São Paulo, que teve fotos pessoais roubadas por hackers russos, que criaram um perfil falso para divulgação de materiais contra a então candidata democrata Hillary Clinton. A publicação estava entre os primeiros sinais de uma intervenção estrangeira sem precedentes da Rússia na democracia americana, que está sob investigação nos EUA.
Várias das mensagens da página falavam sobre os e-mails da ex-secretária de Estado e então candidata à Presidência que haviam sido obtidos e vazados por hackers russos, além de visões políticas compartilhadas pelo Kremlin.
Os supostos donos do site faziam parte de uma espécie de “ciberexército” de contas falsas de Facebook e Twitter, um grupo de impostores liderados por russos cujas operações ainda estão sendo investigadas.
Apesar disso, nenhum Melvin Redick foi encontrado na base de dados da Pensilvânia. Quando os repórteres do “New York Times” questionaram o Facebook sobre o usuário e outras contas suspeitas de pertencerem a impostores, a empresa realizou seus procedimentos padrões e pediu aos donos dos perfis que usassem a boa-fé. Todas as contas suspeitas acabaram sendo removidas da rede social.
Os jornalistas suspeitavam que Redick era brasileiro, pois uma das fotos publicadas mostrava ele sentado em um bar localizado no Brasil. Em outra, aparecia um quarto com o padrão de tomada do país.
Toda a história foi publicada no “New York Times” em 7 de setembro. No dia seguinte, o site brasileiro G1 publicou uma matéria na qual pediam a ajuda dos leitores para tentar identificar o personagem em questão.
Segundo o jornal americano, um dos internautas viu as fotos e reconheceu seu genro, Charles David Costacurta, 36, oriundo de Jundiaí, São Paulo.
Ele disse ao G1 que as fotos foram tiradas em 2014 e relatou que ficou muito confuso com a situação, já que ajustou as configurações de privacidade do Facebook para limitar o acesso ao seu perfil.
“Eu fiquei assustado e avisei minha namorada para dar uma olhada, porque não entendo muito de redes sociais e internet. Eu fui vítima. Só tenho rede social pela minha filha, familiares e amigos”, disse Charles ao G1. Charles conta ainda ao portal que as fotos são todas de 2014 e que não pretende processar. Ele não faz ideia de como chegaram até ele entre os 2 bilhões de usuários.
Vereador 'erra' grupo e confessa pelo WhatsApp que faz sexo com funcionárias.
"Errei de grupo", disse vereador
“Eu fodo com empregadas que ponho e conecto na Câmara e depois faço campanha com nerds”. Essa foi a mensagem enviada em um grupo do Whatsapp pelo vereador Zebenzuí González, da Câmara Municipal de La Laguna, município da ilha de Tenerife, Espanha, que está causando revolta entre militantes de seu partido e na população espanhola.
O vereador foi suspenso da militância do Partido Socialista Espanhol (PSOE), nesta quinta-feira (14). Nas mensagens, González se gaba de colocar mulheres na Câmara de La Laguna como pessoas de confiança, após ter relações sexuais com as empregadas.
Após ser confrontado pelo grupo do Whatsapp, González respondeu apenas dizendo “perdão, errei de grupo”. Depois, o vereador pediu desculpas em um comunicado que reitera que as mensagens foram enviadas erroneamente em um grupo de conversa do PSOE, e que são uma “piada de mal gosto”.
“As frases estão absolutamente tiradas de contexto e não se ajustam ao sentido literal que transmitem, e nem deve ser interpretadas como certas. Quem me conhece sabe que esse tipo de comportamento e ação vão contra minha forma de ser”, disse o parlamentar.
O vereador seguiu dizendo que as mensagens deveriam ter sido enviadas a um amigo com quem tem “bastante confiança” e, em clima de humor, conversaria com “expressões vulgares”, que só seriam emitidas no contexto privado, e não teriam relação com sua função pública.
Até o momento, a direção do PSOE não se posicionou sobre o assunto. Políticos de partidos opositores e aliados, como o IUC, pediram a exoneração de González do cargo de vereador.
“Eu fodo com empregadas que ponho e conecto na Câmara e depois faço campanha com nerds”. Essa foi a mensagem enviada em um grupo do Whatsapp pelo vereador Zebenzuí González, da Câmara Municipal de La Laguna, município da ilha de Tenerife, Espanha, que está causando revolta entre militantes de seu partido e na população espanhola.
O vereador foi suspenso da militância do Partido Socialista Espanhol (PSOE), nesta quinta-feira (14). Nas mensagens, González se gaba de colocar mulheres na Câmara de La Laguna como pessoas de confiança, após ter relações sexuais com as empregadas.
Após ser confrontado pelo grupo do Whatsapp, González respondeu apenas dizendo “perdão, errei de grupo”. Depois, o vereador pediu desculpas em um comunicado que reitera que as mensagens foram enviadas erroneamente em um grupo de conversa do PSOE, e que são uma “piada de mal gosto”.
“As frases estão absolutamente tiradas de contexto e não se ajustam ao sentido literal que transmitem, e nem deve ser interpretadas como certas. Quem me conhece sabe que esse tipo de comportamento e ação vão contra minha forma de ser”, disse o parlamentar.
O vereador seguiu dizendo que as mensagens deveriam ter sido enviadas a um amigo com quem tem “bastante confiança” e, em clima de humor, conversaria com “expressões vulgares”, que só seriam emitidas no contexto privado, e não teriam relação com sua função pública.
Até o momento, a direção do PSOE não se posicionou sobre o assunto. Políticos de partidos opositores e aliados, como o IUC, pediram a exoneração de González do cargo de vereador.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Banda norte-americana considerada melhor cover do Led Zeppelin no mundo faz 2 apresentações Bahia
Considerada a melhor banda cover do Led Zeppelin do mundo, o grupo norte-americano Led Zepagain se apresenta na Bahia, com shows em Ilhéus, no sul da Bahia, e Lauro de Freitas, na região metopolitana de Salvador, em 20 e 23 de setembro, respectivamente. Em Ilhéus, o show será no Teatro Municipal, enquanto em Lauro de Freitas a apresentação ocorre no Point Norte.
Desde que foi fundada, em 1988, a Led Zepagain foi considerada a banda tributo mais precisa e autêntica ao Led Zeppelin em todo o mundo. Com mais de um milhão de downloads no iTunes, a popularidade do grupo também se infiltrou na cultura pop, tendo sido mencionada em grandes séries de TV, como “The Gilmore Girls”, “Chicago Fire” e “Bad Judge”, além de regularmente atuar em casas lotadas em todo o mundo.
Em janeiro de 2004, o próprio Jimmy Page, guitarrista de Led Zeppelin, acompanhou um show do Led Zepagain na conceituada House of Blues, em Los Angeles, e ficou absolutamente surpreso com a precisão da banda.
Este encontro levou os membros da Led Zepagain, a convite de Jimmy Page, ao disputado show de reunião do Led Zeppelin em 2007, na O2 Arena, em Londres. A proximidade com o time original do Led Zeppelin gerou uma visita surpresa de Jason Bonham, filho do baterista do Zeppelin, John Bonham, em março de 2009, a um show do Zepagain, assumindo a bateria durante a execução do hino “Rock and Roll”.
O show de Lauro de Freitas ainda contará com o show de abertura de Marconi Lins. Os shows estão prevista para começar às 21h. Os ingressos para a apresentação em lauro de Freitas custam R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira), e podem ser adquiridos pela internet. O valor das entradas em Ilhéus não foi informado.
Serviço:
Led Zepagain (considerada a melhor banda cover do Led Zeppelin do mundo)
Data: 20 de setembro (Ilhéus) e 23 de setmebro (Lauro de Freitas)
Local: Point Norte (Rua Pérola Negra nº 179, próximo da Torre de Pizza, lauro de Freitas e Teatro Municipal de Ilhéus (R. Jorge Amado, 21 - Centro)
Horário: 21h
Ingresso: R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira), e podem ser adquiridos pela internet. O valor das entradas em Ilhéus não foi informado
Desde que foi fundada, em 1988, a Led Zepagain foi considerada a banda tributo mais precisa e autêntica ao Led Zeppelin em todo o mundo. Com mais de um milhão de downloads no iTunes, a popularidade do grupo também se infiltrou na cultura pop, tendo sido mencionada em grandes séries de TV, como “The Gilmore Girls”, “Chicago Fire” e “Bad Judge”, além de regularmente atuar em casas lotadas em todo o mundo.
Em janeiro de 2004, o próprio Jimmy Page, guitarrista de Led Zeppelin, acompanhou um show do Led Zepagain na conceituada House of Blues, em Los Angeles, e ficou absolutamente surpreso com a precisão da banda.
Este encontro levou os membros da Led Zepagain, a convite de Jimmy Page, ao disputado show de reunião do Led Zeppelin em 2007, na O2 Arena, em Londres. A proximidade com o time original do Led Zeppelin gerou uma visita surpresa de Jason Bonham, filho do baterista do Zeppelin, John Bonham, em março de 2009, a um show do Zepagain, assumindo a bateria durante a execução do hino “Rock and Roll”.
O show de Lauro de Freitas ainda contará com o show de abertura de Marconi Lins. Os shows estão prevista para começar às 21h. Os ingressos para a apresentação em lauro de Freitas custam R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira), e podem ser adquiridos pela internet. O valor das entradas em Ilhéus não foi informado.
Serviço:
Led Zepagain (considerada a melhor banda cover do Led Zeppelin do mundo)
Data: 20 de setembro (Ilhéus) e 23 de setmebro (Lauro de Freitas)
Local: Point Norte (Rua Pérola Negra nº 179, próximo da Torre de Pizza, lauro de Freitas e Teatro Municipal de Ilhéus (R. Jorge Amado, 21 - Centro)
Horário: 21h
Ingresso: R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira), e podem ser adquiridos pela internet. O valor das entradas em Ilhéus não foi informado
Homem é preso após estuprar menino de 12 anos no sul da Bahia; vítima foi mantida em cárcere privado
Um lavador de carros de 21 anos foi preso por sequestrar e estuprar um garoto de 12 anos, em Itabuna, no sul da Bahia, em junho do ano passado. Francisco José Santos está custodiado na delegacia nesta sexta-feira (15) e aguarda decisão da Justiça. A prisão preventiva foi ocorreu na quinta-feira (14).
De acordo com a polícia, ele convidou o garoto para acompanhá-lo até a pousada onde estava hospedado, assim que o conheceu. O menino teria aceitado o convite, mas quando informou que precisava ir para casa, Francisco o impediu e estuprou.
Ele manteve o adolescente em cárcere privado e o obrigava a lavar carros, conforme a polícia. Quando forçava o menino a trabalhar, o suspeito mantinha vigilância para que a vítima não fugisse e ficasse com o dinheiro do serviço. A família do garoto registrou queixa do desaparecimento na polícia.
Quando desconfiou que era procurado pela polícia, no final do ano passado, o suspeito se mudou para Ilhéus, a cerca de 31 km de Itabuna, e levou o adolescente. Lá, um representante do Conselho Tutelar avistou o menino lavando carros e o abordou com perguntas. Ao ver o garoto conversando com o representante, Francisco fugiu.
Segundo a polícia, em maio deste ano, o suspeito foi até a casa do garoto com a intenção de levá-lo, mas foi impedido pela mãe do menino que o denunciou à polícia. A criança foi ouvida na delegacia de Itabuna e contou o que aconteceu no período em que foi sequestrada.
O delegado responsável pela investigação, Fábio José Simões, vai apurar se Francisco também abusou de outras crianças. Ele vai responder por sequestro e estupro.
De acordo com a polícia, ele convidou o garoto para acompanhá-lo até a pousada onde estava hospedado, assim que o conheceu. O menino teria aceitado o convite, mas quando informou que precisava ir para casa, Francisco o impediu e estuprou.
Ele manteve o adolescente em cárcere privado e o obrigava a lavar carros, conforme a polícia. Quando forçava o menino a trabalhar, o suspeito mantinha vigilância para que a vítima não fugisse e ficasse com o dinheiro do serviço. A família do garoto registrou queixa do desaparecimento na polícia.
Quando desconfiou que era procurado pela polícia, no final do ano passado, o suspeito se mudou para Ilhéus, a cerca de 31 km de Itabuna, e levou o adolescente. Lá, um representante do Conselho Tutelar avistou o menino lavando carros e o abordou com perguntas. Ao ver o garoto conversando com o representante, Francisco fugiu.
Segundo a polícia, em maio deste ano, o suspeito foi até a casa do garoto com a intenção de levá-lo, mas foi impedido pela mãe do menino que o denunciou à polícia. A criança foi ouvida na delegacia de Itabuna e contou o que aconteceu no período em que foi sequestrada.
O delegado responsável pela investigação, Fábio José Simões, vai apurar se Francisco também abusou de outras crianças. Ele vai responder por sequestro e estupro.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
A estranha criatura de dentes afiados encontrada em praia do Texas após passagem de furacão
Mulher que averiguava danos do furacão Harvey na região encontrou carcaça de animal sem olhos e com dentes afiados e pediu ajuda nas redes sociais para identificá-lo.Uma misteriosa criatura do mar apareceu numa praia do Texas, após a passagem do furacão Harvey no final de agosto.
A carcaça do animal sem olhos e com dentes afiados foi encontrada por Preeti Desai, que trabalha para uma sociedade de conservação de pássaros nos EUA. Ela fotografou o animal e pediu ajuda no Twitter para identificá-lo.
Ela postou várias fotos com a legenda: "Ok, que diabos é isso?".
O pedido dela foi encaminhado ao biólogo e especialista em enguias Kenneth Tighe, que acredita que se trate de uma enguia do tipo Aplatophis chauliodus , da família Ophichthidae, pertencente à ordem dos anguilliformes - das enguias e moreias.
O especialista, contudo, não foi categórico. Levantou a possibilidade de o animal ser um representante de outras duas espécies de enguia que também são comuns na costa do Texas e têm dentes grandes parecidos com presas.
Os Aplatophis chauliodus, que já foram vistos na costa do Nordeste brasileiro e assunto de um estudo da Universidade Federal de Alagoas, geralmente vivem na costa Atlântica do sul da América do Norte, Caribe e norte da América do Sul, a uma profundidade de 30 a 90 metros. Eles passam a maior parte do tempo escondidas em buracos no fundo do mar.
O furacão Harvey, que provocou fortes ventanias e enchentes no Texas, pode explicar por que o animal apareceu na praia no Golfo do México.
Desai diz ter encontrado a carcaça enquanto averiguava os danos provocados pelo Harvey na praia. Ela cuida do setor de mídias sociais na Audubon Society, organização americana voltada para a conservação de pássaros. "Foi completamente inesperado, não é algo que você normalmente encontra na praia", disse ela à BBC.
Ela conta que pensou que pudesse ser alguma criatura do mar profundo. No Twitter, disse que não era assustadora, nem colossal. "Não era um monstro".
"Minha primeira reação foi curiosidade, queria descobrir o que era", disse.
Desai disse que postou as imagens no Twitter porque muitos cientistas usam a rede social. Um amigo dela logo respondeu, colocando-a em contato com o biólogo.
"Eu sigo muitos especialistas e pesquisadores. Há uma comunidade enorme desse pessoal que é muito útil, especialmente quando é preciso buscar respostas sobre o mundo e identificar animais e plantas".
Desai afirma que deixou a criatura na praia para deixar a "natureza seguir seu curso".
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Entenda a denúncia que levou à prisão de Wesley Batista, presidente da JBS
A Justiça também emitiu um mandado de prisão preventiva contra seu irmão, Joesley, que está preso temporariamente a pedido do Supremo Tribunal Federal. Ele também é investigado por manipulação do mercado financeiro.
Qual a acusação?
Os irmãos Batista são acusados de manipular o mercado financeiro e de fazer uso indevido de informações privilegiadas (insider trading) para obter vantagens indevidas. Segundo os delegados da Polícia Federal, eles lucraram com a venda de ações e com a compra de contratos futuros de dólar.
A tese da PF é que os irmãos Batista sabiam que quando o acordo de delação premiada viesse à tona, as ações da JBS iriam se desvalorizar. Além disso, previam que as acusações envolvendo o presidente da República e outros políticos diminuiriam a confiança do mercado, aumentando a aversão ao risco — o que faz cair os preços dos papéis das empresas brasileiras listadas na bolsa e aumenta a procura por dólar, valorizando a moeda americana.
Com base nessa análise, eles teriam aproveitado o período de negociação com o Ministério Público Federal para se desfazer de parte de suas ações da JBS (o que reduziria seus prejuízos) e também para comprar dólares (lucrando com a provável valorização).
As possíveis suposições se provaram corretas: em 18 de maio, um dia após a imprensa divulgar que os empresários haviam feito um acordo de delação premiada (o que ocorreu no fim do dia, quando o mercado já estava fechado), o dólar registrou alta de 9% frente ao real, o Ibovespa teve queda de 8,8% e as ações da JBS chegaram a cair 37%.
Como eles lucraram?
Projetando esse movimento do mercado, Joesley e Wesley passaram, segundo a PF, a posicionar seus investimentos de forma a diminuir as perdas com a desvalorização da JBS e ganhar com a alta do dólar.
Dessa forma, eles se desfizeram de parte das ações que detinham. Mas como os donos de uma empresa conseguem fazer isso? Para entender, segundo o chefe da delegacia de repressão à corrupção e crime financeiro da Polícia Federal, Victor Hugo Rodrigues Alves, é preciso olhar para a estrutura societária das empresas. Os irmãos Batista detêm 100% de uma empresa chamada FB Participações, a controladora da JBS. Por sua vez, a FB Participações tem 42,5% das ações da JBS.
“Joesley, à época presidente da FB, determinou que a empresa passasse a vender parte de seus papéis da JBS, e se desfez de 42 milhões de ações, a um preço aproximado de R$ 372 milhões”, diz o delegado Rodrigues Alves. “Concomitantemente à venda das ações da FP Participações, a própria JBS, presidida por Wesley Batista, passou a recomprar os papéis”, afirma.
Com essa operação, eles diluíram o prejuízo que teriam com a queda do preço, dividindo as perdas com os outros acionistas da empresa — entre eles, o BNDESPAr, que hoje tem 21,32% dos papéis da companhia. “A venda antecipada de ações evitou um prejuízo potencial de R$ 138 milhões” para os irmãos Batista, alega o delegado.
No mercado de câmbio, eles atuaram comprando contratos futuros de dólar, posicionando-se para lucrar com a valorização da moeda americana. Isso teria beneficiado tanto os irmãos Batista quanto a própria JBS.
Houve, segundo o delegado regional de combate ao crime organizado, Rodrigo de Campos Costa, “uma movimentação absolutamente atípica na compra de dólar no mercado futuro por parte da JBS”. De acordo com ele, a empresa comprou mais de US$ 474 milhões em um contrato quando o dólar estava cotado a aproximadamente R$ 3,11, no dia 17 de maio, quando a delação foi divulgada. No dia seguinte, aproveitaram a valorização de 9% da moeda.
“Um dia antes do vazamento, a JBS ficou em segundo lugar na compra de dólares no mercado brasileiro, algo que nunca aconteceu na história da empresa”, diz Costa. “Se a delação não tivesse sido divulgada, a empresa provavelmente teria tido um prejuízo nessa operação”.
Quanto eles lucraram?
Os delegados da PF, durante coletiva de imprensa concedida nesta manhã, afirmaram que a estimativa é de que os irmão tenham “evitado um prejuízo de milhões de reais com a venda de ações e foi auferido lucro de milhões de reais com os contratos de derivativos [operações com dólar no mercado futuro]”. No entanto, afirmaram que para saber os números exatos é preciso esperar um relatório final da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que deve ser concluído nas próximas semanas.
De acordo com nota do Ministério Público Federal, somente em dólares, as operações somaram quase US$ 3 bilhões, o que rendeu aos irmãos Batista US$ 100 milhões de lucro – praticamente o mesmo valor da multa a ser paga por eles segundo o acordo de delação premiada (US$ 110 milhões).
Por que Wesley foi preso?
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal pediram à Justiça Federal de São Paulo a prisão preventiva de Wesley e Joesley Batista. Segundo o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves, a medida foi requerida para a “garantia da ordem pública e da ordem econômica”.
Joesley está atualmente cumprindo prisão provisória em Brasília, decretada pelo ministro do Supremo Edson Fachin. No entanto, a medida tem validade de 5 dias úteis — prazo que se encerra nesta sexta-feira (15/09). Se o STF não prorrogar a prisão, Joesley deve ser transferido para São Paulo, disse o delegado Rodrigo de Campos Costa, onde passa a cumprir a prisão preventiva.
A prisão de hoje tem relação com a prisão de Joesley, no sábado?
Não. O ministro Fachin determinou a prisão do empresário a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, após a análise de um áudio indicar que ele teria violado o acordo de delação premiada. Pelo acordo, não poderia haver omissão de informações, tampouco novas fraudes ou práticas corruptas.
Esta denúncia pode prejudicar o acordo de delação premiada dos irmãos Batista?
Na visão dos delegados da PF em São Paulo, sim. Isso porque, se ficar provado que os executivos cometeram o crime de insider trading, significa que eles descumpriram parte do acordo de delação. “Eles procuraram as autoridades propondo colaboração premiada na qual eles se comprometeram a parar de delinquir, demonstraram arrependimento e se dispuseram a colaborar com investigações”, afirma Victor Hugo Rodrigues Alves.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Disk emergência do Samu de Itabuna sai do ar após problema técnico
O telefone do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 192, da cidade de Itabuna, no sul da Bahia, está fora do ar, por conta de um problema técnico. A população pode acionar o serviço, por enquanto, por meio do telefone (73) 3214-8297. As informações foram passadas ao G1 pelo Samu, nesta segunda-feira (11).
De acordo com o serviço, o disk emergência parou de funcionar na madrugada do sábado (9), após o link dos servidores apresentar uma falha. Técnicos trabalham para restabelecer o serviço. A previsão do Samu é de que o telefone volte a funcionar ainda nesta segunda-feira.
De acordo com o serviço, o disk emergência parou de funcionar na madrugada do sábado (9), após o link dos servidores apresentar uma falha. Técnicos trabalham para restabelecer o serviço. A previsão do Samu é de que o telefone volte a funcionar ainda nesta segunda-feira.
Joesley e Ricardo Saud chegaram por volta das 15h30 na capital federal e farão exame de corpo de delito antes cumprir prisão temporária; delatores da JBS e ex-procurador tiveram endereços vasculhados pela manhã
O empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo JBS, e o executivo da empresa Ricardo Saud deixaram a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na manhã desta segunda-feira (11) para serem transferidos para carceragem da PF em Brasília. Os dois delatores se entregaram à Polícia nesse domingo (10) após terem a prisão temporária decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato.Joesley Batista e Saud embarcaram no início da tarde em avião da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, rumo à capital federal, onde desembarcaram por volta das 15h30. Os dois passarão por exame de corpo de delito antes de serem alocados na cela da Superintendência da PF em Brasília, onde devem permanecer por ao menos cinco dias – prazo da prisão temporária. O regime das detenções poderá ainda ser convertido para preventivo, que é quando não há prazo para soltura.
Entenda o caso
A prisão dos dois empresários foi decretada por Fachin atendendo a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O chefe do Ministério Público Federal – que deixará o cargo ao fim desta semana – entendeu que Joesley e Saud descumpriram com o acordo de colaboração firmado com a PGR e esconderam "deliberadamente a possível prática de crimes por terceiros" sob a orientação do ex-procurador Marcelo Miller.
As suspeitas surgiram após a análise da gravação de uma conversa entre os dois empresários da JBS, cujo áudio estava entre os materiais entregues à PGR no último dia 31 de agosto. No diálogo, que os procuradores acreditam ter ocorrido no dia 17 de março, Joesley chega a garantir a Saud que eles não seriam presos. Os dois tiveram que prestar novos depoimentos no fim da semana passada para tentar explicar essa gravação, mas ainda assim tiveram a prisão temporária decretada.
"São múltiplos os indícios, por eles mesmos [Joesley e Sayd] confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem
de dinheiro. A prisão temporária, quanto a eles, como requerida pelo MPF, é medida que se impõe", escreveu Fachin ao acatar o pedido da PGR.
O ministro do STF negou de primeiro momento a prisão do ex-procurador Marcelo Miller, mas determinou que fossem cumpridas "medidas cautelares com a finalidade de angaria eventuais elementos de prova que possibilitem confirmar os indícios sobre os possíveis crimes atribuídos a Marcelo Miller".
A recomendação de Fachin foi atendida pela Polícia Federal pela manhã desta segunda-feira , com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e um no Rio de Janeiro em endereços dos delatores e do ex-procurador da República. A operação contou com apoio da procuradora Janice Ascari, que trabalha diretamente com Rodrigo Janot.
Em nota divulgada nesse domingo, a defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud alegou que eles "não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada e que estão cumprindo o acordo".
"Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria e depois são chamados a depor. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos", informa o texto. "No dia 31 de agosto, cumprindo o prazo do acordo, além dos áudios, foi entregue uma série de anexos complementares, e os dois colaboradores ainda estão à espera de serem chamados para serem ouvidos. O empresário e o executivo enfatizam a robustez de sua colaboração e seguem, com interesse total e absoluto, dispostos a contribuir com a Justiça", conclui.
Ex-preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra é preso em SP
Ele é acusado de ter assediado uma mulher durante um voo em 2015
Denunciado pelo crime de violação sexual contra uma mulher durante um voo em 2015 entre Curitiba e São Paulo, Nuno Cobra, ex-preparador físico de Ayrton Senna, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (11) por ordem da juíza Raecler Baldresca, da 3.ª Vara Federal Criminal.
Segundo o relato da vítima, que não teve seu nome divulgado (R.S.C), Cobra sentou-se ao lado dela no avião e começou a conversar dizendo que trabalhava com o corpo e manipulação de energias. Durante a decolagem, tocou os seios, o rosto e as pernas da mulher em "várias ocasiões". Ele teria trocado de assento com outro passageiro, que o reconheceu como sendo o ex-preparador físico de Senna, para poder aproximar-se da mulher.
A juíza Raecler Baldresca condenou Nuno Cobra a três anos e nove meses de prisão em regime inicial aberto e substituiu a pena para prestação de serviços à comunidade e à prestação pecuniária – pagamento mensal de um salário mínimo a entidade pública ou privada.
"A prova dos autos é plena no sentido de que o acusado tocou na vítima sem o seu consentimento, reiterada vezes, aproveitando-se do momento da decolagem da aeronave em que se encontravam", escreveu a magistrada. "Mais que isso, os elementos dos autos apontam a inequívoca intenção de se aproximar da vítima com essa finalidade, tanto que trocou de assento com outro passageiro para sentar-se ao seu lado e alcançar seu propósito, valendo-se também do fato de se tratar de preparador físico para ardilosamente justificar seus toques".
Procurado pelo R7, o advogado de Nuno, Sergei Cobra, estava em audiência e não retornou o contato da reportagem. De acordo com os autos, o ex-preparador físico de Ayrton Senna negou as acusações e salientou que "a tese acusatória da prática de atos libidinosos está arrimada apenas no depoimento da vítima".
Nuno Cobra ganhou destaque no mundo esportivo pelo trabalho realizado com Ayrton Senna nos anos 1980. O tricampeão de Fórmula 1 foi um dos primeiros pilotos do automobilismo a cuidar do preparo físico com uma rotina intensa de treinamentos.
Segundo caso
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| Ayrton Senna e Nuno Cobra em imagem de 1990 |
No último dia 5 de setembro, uma jornalista compareceu ao Ministério Público Federal (MPF) e afirmou que alguns dias antes também foi vítima de atos libidinosos por parte de Nuno Cobra, após ter sido entrevistado por ela, inclusive com outros jornalistas presentes no local. Diante disso o MPF requereu sua prisão preventiva, que foi prontamente deferida pela juíza.
"Não tenho a menor dúvida de que a segregação cautelar do acusado é medida de urgência e está amparada pela lei processual penal como forma de impedir que continue a delinquir. Observo, ainda, que as medidas cautelares alternativas à prisão [...] não são suficientes para garantir a interrupção da continuidade delitiva praticada pelo acusado e resguardar a ordem pública turbada pela reiteração criminosa", conclui a magistrada Raecler Baldresca.
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